Quebre o ciclo

Na minha experiência como terapeuta, uma das maiores reclamações que ouço das pessoas é em relação aos pais. É muito comum que cheguem trazendo críticas, reivindicações, julgamentos… E dizendo que desejariam que as coisas tivessem sido diferentes.

Agora, pense comigo: se eu não aceito a vida que tive e essa é a única vida que tenho, então o que me sobra? Não tomo o que é meu e, assim, fico sem nada. Por isso, quem reclama da história que teve se sente vazio, fraco, pobre, perdido.

Não aceitar a própria vida é não aceitar a si próprio. Imagina o impacto disso… É como interromper a correnteza. A água fica represada num ponto e o rio seca daí pra frente.

O que uma pessoa que interrompeu a força da correnteza da sua história pode passar para os que vierem depois? É por isso que surge aquela sensação de que eu deveria ser um marido ou uma esposa melhor, um pai ou mãe melhor para os filhos, um profissional melhor, mas a pessoa não consegue.

Quando aceitamos a nossa história exatamente como foi, acessamos a força da vida e das experiências que passamos.

E que fique caro: aceitar não é ser conivente! É simplesmente estar de acordo que o que foi não tem como mudar e foi a forma possível naquele momento.

Neste lugar de aceitação, ganhamos aprendizado, com isso, estamos liberados de repetir o mesmo erro e prontos para fazer diferente. É como dizer: “comigo foi assim e eu aceito que tenha sido dessa forma, apesar das dores, porque isso faz parte de mim e me tornou quem eu sou hoje. É com esta bagagem que enfrento a vida, esta é a minha força e, a partir de agora, eu posso escolher uma nova forma de caminhar.”  

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