Vivemos como se nunca fôssemos morrer…

tbt da saudade de estar no meio da muvuca! (E que me fez pensar sobre muito mais que isso…)

Plaza Mayor, Madri / maio 2019.
Plaza Mayor, Madri / abril 2020.

Mas não quero falar de coronavírus, não quero falar de quarentena, não quero falar de fica em casa, sai de casa, isolamento vertical, horizontal, tira máscara, põe máscara, tira criança da escola, manda criança pra escola… Aff… Em relação a essas coisas, acho que, no fundo, ninguém sabe nada.

Quero aproveitar pra falar de algo que todo mundo sabe, mas a maioria faz questão de tentar esquecer.

Tudo nesta vida é efêmero! Na mesma hora que começa, termina. No mesmo momento que chega, já foi. Do mesmo jeito que está aqui, pertinho, do lado, de repente, não está mais.

Assim, sem mais nem menos, sem pedir nossa opinião e, muito menos, nossa aprovação, tudo muda.

E quando é que a gente vai se dar conta disso?

Vivemos como se nunca fôssemos morrer… (e olha que eu acredito que somos eternos, mas esta existência, igualzinha a esta, não haverá outra não). E morremos com a certeza de que ainda havia tanto a ser vivido, feito, dito (para saber disso, basta pensar que, se estivéssemos morrendo agora, estaríamos sem nenhuma pendência?)

Por isso, vamos aproveitar HOJE! Sorrir HOJE, dizer HOJE, amar muito! HOJE!Porque, assim como várias praças no mundo, podemos estar cheios de vida hoje, cantando, comemorando, nos divertindo e, amanhã, sermos obrigados a fechar as portas e deixar tudo pra trás…

(créditos: foto 1 – Burak Akbulut/Anadolu Agency, foto 2 – Javier Soriano/AFP)

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